27 abril 2017

[Resenha] Para onde vai o amor?


PARA ONDE VAI O AMOR?
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2015
Páginas: 176
Skoob

Sinopse: O amor não é uma propriedade de quem sente, é uma transferência total para quem é amado Você que está vendo este livro com dúvida se precisa dele, você não precisa dele, precisa de si, vive caçando uma palavra que confirme o que deseja, está atrás de um escritor que possa lhe recomendar de volta para quem brigou, com capacidade de explicar o que sente e traduzir seus tormentos. Mas já sabe o que deseja, não há como convencer do contrário, os amigos mostraram que seu relacionamento não tem futuro. Não acredita neles, acredita somente no milagre. E como justificar um milagre, ainda mais para quem não tem mais fé? Eu entendo o que está passando: sua raiva, sua amargura, seu cinismo, seu desencanto. Percebeu que a razão não conforta, que a vingança ou o perdão não ressuscita a tranquilidade, que o fundo do poço nunca se equivale ao nosso fundo. Você parece normal, mas todo mundo deixa de ser normal quando se apaixona e se separa. Se sua expectativa é por uma solução, eu guardo apenas uma certeza que trará alívio mais adiante: você não vai desistir. Quando diz que acabou a relação, é que está procurando um outro jeito de recomeçar. Em seu novo livro de crônicas, Carpinejar apresenta 42 textos que sobre amor, desilusão amorosa, casamento, divórcio, saudade e outros sentimentos que compõem os relacionamentos.



Olá!!

Comecei a ler Carpinejar há pouco tempo e já me rendi a sua escrita! Dificilmente você chega ao fim do livro sem ter selecionado milhares de passagens marcantes.

Para onde vai o amor? é composto por crônicas que falam de amor e das relações humanas em torno desse sentimento.

Carpinejar vai fundo e é extremamente intenso em cada crônica. Além disso, ele aproxima muito o leitor o que torna a leitura extremamente fluída. 


"Não confiamos no óbvio. Desprezamos o óbvio. Há uma tradição de refutar o simples, recusar as evidências, complicar a alegria.Não enxergamos a felicidade da felicidade."



Os textos, em sua maioria, falam sobre desilusões amorosas e situações que todos já vivemos em algum momento da vida, mas não pense que isso possa deixar o livro cansativo ou repetitivo, pelo contrário, Carpinejar é tão simples e sincero em seus relatos que você mergulha em suas palavras.

Em outros, o autor fala sobre pequenos detalhes do amor e da pessoa amada, reconciliação e a descoberta do estar apaixonado. E novamente, há a inevitável identificação.


"A razão serve para o desespero, não para explicar a alegria. A alegria é inexplicável."


As crônicas são curtas, com um ou duas páginas somente. Por isso dá pra ler o livro em uma sentada. Mas, recomendo que leia devagar, degustando cada sentimento.


"Felicidade é preguiça. Não tem a ver com trabalho.É se divertir, de forma inédita, com o que já realizou centenas de vezes.É se contentar com pouco, quase nada, é querer somente o que já se tem.A felicidade é a falta do que fazer bem-feita. Não é pensar naquilo que não conseguimos, é agradecer o que redescobrimos."

Eu adorei as crônicas, uma mais envolvente que a outra e a leitura só poderia ser surpreendente e muito agradável.

Pequenos relatos que nos transportam por esse sentimento tão sublime, sobretudo, o amor conjugal, em sua forma mais pura, porém tão distante nos dias atuais.

Carpinejar mais uma vez descobriu o caminho do coração e me conquistou!



25 abril 2017

[Sessão Pipoca] Um Senhor Estagiário


UM SENHOR ESTAGIÁRIO

Direção: Nancy Meyers
Gênero: Comédia
Ano: 2015
Elenco: Robert De NiroAnne HathawayRene Russo e outros


Sinopse: Ben Whittaker é um viúvo com 70 anos que descobriu que a aposentadoria não é tudo aquilo de bom que as pessoas falam. Aproveitando uma oportunidade de voltar à ativa, ele se torna estagiário sênior de um site de moda, fundado e dirigido por Jules Ostin, com quem cria uma forte amizade.



Olá pessoal. Nesta coluna, sobre filmes, inicio com um que gostei bastante. “Um Senhor Estagiário” trata de assuntos difíceis e controversos com peculiar leveza e empatia, nos fazendo refletir sobre respeito e fidelidade, com um olhar mais generoso.

A trama se desenvolve em torno da vida pessoal e profissional dos personagens, Ben Whittaker (Robert de Niro) e Jules Ostin (Anne Hathaway), que em fases bem diferentes de suas vidas têm de lidar com transformações e desafios difíceis de se administrar. Mas as qualidades de cada um passam a inspirá-los de maneira muito positiva, despontando uma bela amizade.

Jules é a criadora de um site que vende roupas e enfrenta o desafio de organizar a empresa frente a um exponencial crescimento. Ela não tem conseguido conciliar todas as atividades pelas quais se responsabilizou em seu negócio e vida pessoal, com o marido e a filha. Os transtornos são evidentes, pois lhe falta tempo para resolver uma série de pendências.

Nesse ambiente conturbado, o sócio de Jules decide realizar uma seleção para contratar estagiários da terceira idade, como forma de inovar e aproveitar profissionais com uma visão mais experiente sobre o universo corporativo. É ai que Ben acaba contratado.



Ben Whittaker tem 70 anos, é aposentado e viúvo. Antes da seleção, ele ainda tentava buscar uma forma de preencher seu tempo com algo realmente produtivo e estava encontrando bastante dificuldade para isso. Ele já havia tido grandes cargos gerencias na empresa em que trabalhou e se aposentou. É um homem muito organizado e à moda antiga, no sentido cavalheiresco.

Ben é direcionado a trabalhar com Jules e isso a incomoda de início. Ela acredita que o estagiário idoso irá lhe atrapalhar e tomar, ainda mais, seu já escasso tempo. Mais não demora muito para Ben demonstrar o contrário, mesmo tendo dificuldades com as ferramentas empresariais modernas, pois ele possui atributos ausentes naquele ambiente. Sempre muito observador, solícito, calmo e organizado, ele passa a enxergar soluções e posturas convenientes a resolução de dificuldades do dia a dia de Jules.

A forma de Ben levar a vida e realizar as coisas passa a encantar os funcionários e à Jules, que começa a aproveita-lo produtivamente. Ele também passa a admirar a chefe, notando o quanto ela é dedicada e esforçada, em sua empresa e na vida pessoal.



O filme possui certo tom de humor, mas na medida, ao falar de certos estereótipos. Mas o foco central é a superação de barreiras, as mais diversas, numa sociedade onde as pessoas estão cada vez mais voltadas apenas para si próprias.

A diversidade também é observada, com homens e mulheres em papéis opostos ou tradicionais, mas realizando-os de maneira eficiente. E mostrando que seja qual for a configuração de vida de uma família, o conflito ou insatisfação poderá acontecer: mais, ou menos dedicação podem vir dos dois lados.

Curta esse filme com sua família e divida com a gente essa EXPERIÊNCIA.


© Conduta Literária ♥ 2017 - Todos os direitos reservados ♥ Criado por: Taty Salazar || Tecnologia do Blogger. imagem-logo