22 julho 2017

[Resenha] O Velho e o Mar


O VELHO E O MAR
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2011
Páginas: 130
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SinopseEssa é a história de um homem que convive com a solidão do alto-mar, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e sua inabalável confiança na vida. Esse é o fio do enredo - fio tenso como o que prende na ponta da linha o grande peixe que acaba de ser pescado - com o qual Hemingway arma uma das mais belas obras da literatura contemporânea.Há 84 dias que Santiago, um velho pescador, não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um salao, ou seja, um azarento da pior espécie. Mas Santiago possui têmpera de aço, acredita em si mesmo, e parte sozinho para o mar alto, munido da certeza de que, desta vez, será bem- sucedido no seu trabalho.



Olá!!

A resenha de hoje é a primeira de um desafio que estou participando com alguns Igs Literários  amigos (saiba mais na lateral do blog). Com isso até o final do ano será uma resenha por semana dentro de um tema. 

O primeiro livro que li o tema foi o de uma aventura em alto-mar e o meu escolhido foi O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, que é a história de um velho pescador solitário e sua grande aventura.



Santiago, nosso protagonista, não pesca um peixe há mais de 80 dias e assim passa por um constrangimento entre os pescadores. Além disso, ainda tem o pai do jovem Manolin, seu amigo e ajudante de pesca, que vai levar o garoto para trabalhar em outro barco com  uma sorte maior.

Após ser rotulado como um azarento na pesca, Santiago, decidido e acreditando em sua vasta experiência, parte sozinho para o alto-mar, disposto e com a certeza que esse será o seu melhor dia de sorte.

"Agora não é o momento de pensar naquilo que você não tem. Pense antes no que pode fazer com aquilo que tem."

E é assim que vamos acompanhar a aventura de Santiago ao pescar o maior peixe de sua vida. Uma grande aventura sim, pois o peixe de tamanho descomunal, oferece inusitada resistência para ser resgatado. E vai precisar de toda experiência e paciência do velho.



Pode, à princípio, parecer uma história boba de um pescador e seu peixe, mas na verdade o livro trata-se de uma enorme metáfora de como é nossa relação com a vida, ou seja, deve ser lido nas entrelinhas.

Santiago quer muito o peixe, que seria a mudança de sua sorte, mas ele resiste. Com isso, o pescador passa dias e noites tentando pegar o peixe, esperando que ele se canse para enfim, matá-lo. Seria a busca por nossos objetivos, seja qual for as barreiras impostas e se estamos realmente preparados para essa busca.

"Um homem pode ser destruído, mas não derrotado."

Em poucas páginas, com uma linguagem simples, o autor nos envolve completamente em lições de vida, não somente na questão do pescador e do peixe, mas uma questão mais ampla, que serve para qualquer um de nós.

A mensagem principal é o desafio, que todo ser humano quer superar e dá o máximo de si para conseguir seus ideais, aquilo que lhe dará a vitória de ser reconhecido e a própria satisfação. E quem não quer isso? 

E claro, acreditarmos em nós mesmo!


21 julho 2017

[Resenha] Em Águas Sombrias


EM ÁGUAS SOMBRIAS
Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Ano: 2017
Páginas: 364
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Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…
Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.




Jules Abbott nunca imaginou que iria voltar para a casa onde passou sua infância com seus pais e sua irmã mais velha, Nel.

O lugar traz lembranças muito dolorosas para Jules, onde sofreu vários bullying e onde também, após um acontecimento desastroso, ela se afastou de Nel.

Só que agora, com o falecimento repentino e chocante de sua irmã, que deixou uma filha, Jules volta para o seu passado.



Nel tinha obsessão  por um rio de Beckford, mais conhecido como o Poço dos Afogamentos, por várias mulheres que morreram nele. E agora era o lugar onde Nel supostamente cometeu suicídio.

O impacto da morte de Nel é enorme por vários fatores, entre eles, porque antes de sua morte ela estava escrevendo um livro sobre o Poço dos Afogamentos.

"Parte de mim se foi e nem me deixaram vê-la. Não me deixaram segurar sua mão, nem lhe dar um beijo de despedida, nem para lhe dizer que eu sinto muito."

Além disso, muitas coisas vem a tona entre os moradores do lugar, segredos do passado começam a incomodar e com isso surge a questão - Nel realmente se suicidou?



A narração é dividida entre primeira e terceira pessoa e há uma variedade incrível de personalidades, pois não vamos somente saber a respeito da morte de Nel, mas entrar um pouco na história das outras mulheres que também morreram no Poço.

O começo, devido a quantidade de personagens e fatos, pode ser um pouco confuso, eu demorei um pouco para me habituar na história, mas garanto que vale a pena, então se você se sentir assim no início, não desista do livro.

"Era como se ele estivesse em águas profundas tentando agarrar alguma coisa, qualquer coisa, para se salvar. Como se estivesse tentando chegar a uma boia e só alcançasse algas, mas se agarrasse a elas mesmo assim."

Além do momento presente, também vamos ter capítulos do passado, onde Jules relembra sua infância e adolescência e o fato que a distanciou de sua irmã.

Os capítulos são bem curtos, o que deixa a leitura mais dinâmica e a escrita de Paula Hawkins flui bem e é agradável. Essa foi minha segunda experiência com autora e não me decepcionou. Claro que tive minha preferência entre os dois livros, mas como são diferentes entre si, isso é bem relativo.



A autora dedica sua história as "mulheres encrenqueiras", eu não soube encaixar muito bem essa dedicatória com as mulheres do livro, mas creio que seja porque, além do mistério sobre as mortes, seja a história de cada uma delas, mulheres que não se encaixam nos moldes de seu tempo e no julgo dos homens, tornando as assim encrenqueiras que deveriam ser detidas por seus atos.

"... e lá, no topo da página sobre Lauren, em tinta preta grossa, você havia escrito: Beckford não é um local de suicídios. Beckford é um local para se livrar de mulheres encrenqueiras."

Outro ponto que quero salientar é a enorme proximidade dessas personagens com a gente. Pessoas normais, com seus medos, anseios e pontos fracos, além do drama familiar. Fato muito bem trabalhado durante a história.

Enfim, uma história instigante e cheia de mistérios!

A edição está linda, a capa ficou perfeita! Com fonte confortável e páginas amareladas para uma boa leitura.



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