27 março 2017

[Resenha] Paulo e Estevão


PAULO E ESTEVÃO
Autor: Francisco Cândido Xavier (pelo espírito Emmanuel)
Editora: FEB
Ano: 2014
Páginas: 510
Skoob
Sinopse: Quem era Paulo de Tarso? Um fariseu fanático, obstinado perseguidor de cristãos e da nascente doutrina cristã? Ou um ser predestinado por determinação divina, que recebeu a dádiva da aparição de Jesus, em gloriosa visão às portas da cidade de Damasco, convertendo-se ao Cristianismo? A leitura deste livro nos mostrará a grandeza de Paulo de Tarso. Corajoso, intrépido e sincero que, arrependido de uma postura radical que culminou no apedrejamento de Estêvão – o primeiro mártir do Cristianismo –, humildemente empreendeu acelerada revisão de conceitos e atendeu ao chamado de Jesus. Entre perseguições, enfermidades, zombarias, desilusões, deser- ções de companheiros, pedradas, açoites e encarceramentos, transformou sua vida num exemplo de trabalho através de dezenas de anos de luta, empenhado em abrir igrejas cristãs e dar-lhes assistência. Em algum ponto da vida todos recebemos um chamado do Cristo. Que temos feito? PAULO E ESTÊVÃO fará você compreender como o amor apaga a multidão de faltas cometidas.



Considerada uma das mais importantes obras psicografadas por Chico Xavier, narrada pelo autor espiritual Emmanuel, o texto remonta ao princípio do cristianismo, retratando a jornada de Paulo de Tarso com o objetivo de difundir o evangelho de Cristo ao maior número de populações possível à época.

Antes de tudo, devo dizer que não se trata de um livro estritamente de cunho doutrinário, mas exemplo de conduta a ser perseguido por todos nós. É, sem sombra de dúvida, uma obra histórica de leitura indispensável, aos cristãos ou não cristãos, àqueles que buscam a evolução do seu proceder com base no amor e na caridade.



A obra descreve, primorosamente, a trajetória de Paulo de Tarso, então Saulo, desde os tempos em que se tornou contumaz perseguidor e carrasco dos seguidores de Jesus Cristo, e, por conseguinte, convertido e fiel divulgador da palavra Dele. Paulo era um exímio conhecedor das leis judaicas, eminente entre seus pares, e admirado por todos que pregavam a obediência às leis de Moisés.

Uma série de eventos, que têm sua desaprovação, o leva a atribuir como causa de suas insatisfações, o nascimento de uma nova doutrina instituída por Jesus: o Cristianismo. Paulo, então, passa a reprimir, até mesmo com grande violência, todos aqueles que tomam pra si ou retransmitem a palavra do messias, julgando-os como blasfemos do judaísmo.

Eis que o perseguidor, em uma de suas caçadas aos crentes da nova fé, é surpreendido por uma repentina cegueira que lhe traz forte desespero. E, mais que o desalento, este fato vem a mudar o seu destino, o propósito de sua vida, pois Jesus foi ao seu encontro e lhe curou a cegueira física e espiritual.


"Enquanto os companheiros cercavam o jovem genuflexo, sem nada ouvirem nem verem, não obstante haverem percebido, a princípio, uma grande
luz no alto, Saulo interrogava em voz trêmula e receosa:
— Quem sois vós, Senhor?
Aureolado de uma luz balsâmica e num tom de inconcebível doçura, o
Senhor respondeu:
— Eu sou Jesus!..."

Sob um novo prisma, após a experiência transcendente que lhe foi permitido viver, o convertido de Damasco acolhe em seu coração a causa dos cristãos e passa a trabalhar em benefício disso. Transcorre então toda a sorte de sofrimentos e repúdio em seu caminho, perpetrado por aqueles que antes o aplaudiam e aprovavam suas atrocidades.

A cada cidade que ele visita ou a cada pregação realizada, maior fica sua fé e também sua transformação sob a influência do mestre sublime. Incansável se tornou seu espírito, ávido de justiça por aqueles que mais sofrem.


A partir daí, são várias as oportunidades de nos emocionarmos. O empenho no trabalho de realizar o bem, ancorado na certeza inabalável do amor incondicional de Jesus por todos nós, impulsiona Paulo a mais difícil empresa para o seu tempo.

Tais passagens nos levam a refletir sobre o que fazemos e o que poderíamos efetivamente fazer para melhorar as coisas ao nosso redor. Pequenas atitudes, com base na honestidade, na caridade e no amor, que podem transformar o mundo pelo exemplo; uma vida sob a ótica da construção e não do acúmulo.

A história transmite valores de abnegação, perseverança e dedicação como forma de aproximar-se dos preceitos de Jesus. E verdadeiramente nos atinge, emocionando a cada dificuldade superada e objetivo alcançado; no auxílio aos marginalizados pela doença ou velhice e no combate à intolerância ao novo e sensato.



O texto é coeso em toda sua extensão, com algumas palavras não mais tão usuais, que em nada prejudicam o entendimento da narrativa. Aliás, por diversas vezes abri mão do dicionário, pois o contexto elucidava a palavra.

É verdade que o livro é um pouco longo, mas não haveria meio de resumir mais do que foi. Portanto, não tenha receio de experimentar a leitura, vá com calma e volte a ler alguns trechos se for necessário: cada mensagem é muito importante.

Por fim, reafirmo que o texto trazido por Chico muito me emocionou. A capa é bem legal, pois remete à época antiga; suas folhas estão numa coloração adequada e a letra em bom tamanho, ou seja, não cansam a visão.

2 comentários:

  1. Oi Junior
    Este livro é maravilhoso!
    Eu adorei a leitura, edificante e necessária.
    Gostei muito do seu post, parabéns
    Abraços

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  2. Olá!

    Essa obra é maravilhosa.
    Marcante demais e com muitos ensinamentos.
    Gostei de ver a resenha.

    bjs

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