03 março 2017

[Resenha] O Conde de Monte Cristo


O CONDE DE MONTE CRISTO
Autor: Alexandre Dumas
Editora: Zahar
Ano: 2012
Páginas: 1663
Skoob

SinopseTraições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos, vinganças e muito suspense. A trama de O Conde de Monte Cristo traz uma emoção diferente a cada página e talvez isso explique porque a obra do escritor francês Alexandre Dumas se transformou em um clássico da literatura mundial, mexendo com a imaginação dos leitores há mais de 150 anos.
No romance, o marinheiro Edmond Dantés é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. A galeria de personagens criada por Dumas faz um retrato fiel da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. As aventuras de Dantés ainda ganharam diversas versões cinematográficas que colaboraram para o sucesso da trama.



Olá, pessoal!

A resenha de hoje é do livro O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas. Vamos as minhas impressões?



O jovem marujo, Edmond Dantes, regressava de mais uma empreitada comercial, a bordo do navio Pharaon. Por ocasião de uma enfermidade que vitimou o capitão, e sendo seu imediato, tornou-se o sucessor no comando da embarcação. O também agregado à missão, Danglars, uma espécie de contador do grupo, sente-se lesado por não ter sido ele o contemplado ao cargo.

Mais tarde, com o auxílio de pessoas do círculo de confiança de Dantes e já com um plano delineado em sua mente, Danglars executa sua traição, mudando total e drasticamente a vida do promissor marinheiro.

"E agora - disse o desconhecido -, adeus bondade, humanidade, gratidão... Adeus a todos os sentimentos que regogizam o coração...! 


O plano de Danglars coloca Dantes na cadeia, suspendendo, a princípio, seu intuído de casamento e ascensão profissional. Ele é retirado de sua festa de noivado com Mercedes e destinado ao sofrimento e à solidão de um calabouço fétido e úmido, em uma ilha isolada.

Decorrido certo período na prisão, eis que surge em sua cela, inesperadamente, um senhor idoso, através de um túnel escavado por ferramentas artesanais. O intitulado abade Faria teria errado o cálculo do objetivo do percurso e saído no cárcere de Dante. Este erro foi providencial ao ex-marujo, que se sentindo a ponto de desistir da própria vida, com a sanidade mental sob risco, passa a enxergar no agora amigo Faria, a possibilidade de desenvolver uma maneira de fugir do buraco ao qual fora injustamente jogado.



O abade Faria era um homem extremamente instruído e culto. A partir do encontro com Dantes passa a lhe ensinar todo o possível sobre os mais variados ramos da ciência, subsidiando o desenvolvimento das novas intenções do seu pupilo.

Livre do cárcere, com uma nova vida propiciada pelo conhecimento e riqueza advindos do velho abade, Dantes adota o título de Conde de Monte Cristo, mesmo nome da ilha em que baseia sua nova morada e seu comandados.

O Conde, com a influência que o dinheiro garante, permeia-se na sociedade. Sua aguçada percepção e perspicácia lhe permitem descobrir os mais tórridos segredos e pecados praticados pelos seus desafetos.



A argúcia do personagem torna-se o imã de nossa atenção, pois cada passo, cada atitude ou decisão é ligada a outro fato mais adiante. A engenhosidade inesperada surpreende o tempo todo; tudo isso regado a um sentimento de vingança inexorável no coração de Dantes.

Os conflitos da alma, impressos nos anos de sofrimento e o desejo de redenção, que nos atinge como leitores são iminentes nesse ponto da história. Anseia-nos, por vezes, que o sofrido homem injustiçado, agora poderoso, perdoe seus algozes. Porém muitos são os pecados e o Conde de Monte Cristo será implacável.

"Esperar e ter esperança".


A história de Edmond Dantes é o retrato de muitas outras. Pois na obra de Dumas, mestre incontestável da literatura, todos podemos nos encontrar, com maior ou menor familiaridade em alguma página, se a sinceridade nos acometer.

É impossível não se maravilhar com o primor de uma obra tão bem intrincada; e fascinante constatar o quanto foi bem trabalhada uma das maiores obras de Dumas. Seguramente, esse é o melhor livro que tive a oportunidade de ler. Valeu cada uma das mais de 1600 páginas da edição Bolso Luxo, da Editora Zahar, muito caprichada, diga-se de passagem.

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