21 março 2017

[Resenha] Clarice-se: Felicidade Clandestina - Março



Conto: Felicidade Clandestina
Autora: Clarice Lispector





Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Em março, no desafio literário "Projeto Clarice-se", deveríamos ler e comentar "Felicidade Clandestina", um pequeno conto onde, de um lado, temos a protagonista da história, uma garota de boa aparência, pobre e apaixonada por livros. Do outro, uma menina perversa e feia e que, apesar de ter o pai dono de uma livraria, não tem o menor interesse pela leitura.


A primeira com boa índole sonha com os livros e gostaria de tê-los por empréstimo, a segunda, aproveitando-se desse desejo, com toda sua maldade promete o que nunca vai cumprir.

Com a promessa de ter o livro "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato emprestado, nossa protagonista sonha com o dia de lê-lo.

Desse modo, ela vai todos os dias, na esperança de ter o livro, até a casa da cruel menina para pegá-lo, mas sempre ouve a mesma resposta, de que o livro encontra-se com outra pessoa e para voltar no dia seguinte.

A crueldade é tanta que dura dias, até que é surpreendida por sua mãe.


"Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo"


Em Felicidade Clandestina, Clarice nos questiona sobre o conceito de felicidade. Afinal, o que é felicidade? 

Notamos de um lado, a menina leitora que sonha com o livro e com isso cria suas expectativas e do outro, a menina dona do livro, que em posse do mesmo, prolonga sua maldade por dias.

Nesse contexto temos a felicidade no bem e a felicidade no mal e ambas em busca do que lhe faz feliz.

E quando nossa protagonista se vê, finalmente, em posse do que mais desejou, ela prolonga ao máximo essa felicidade. Para ter mais uma vez o gostinho de tocar no livro, de senti-lo. Deixando-o esquecido, somente para ter novamente a sensação de encontrá-lo em sua posse.

Sendo assim, uma felicidade clandestina. Ela prolonga o máximo a conscientização de sua própria satisfação para que esse sentimento não acabe.

Devemos descobrir a felicidade a todo momento, nas pequenas coisas e nunca ter a pressa de viver um instante de satisfação.

Clarice é esplêndida e única e, em poucas linhas é simples e certeira. Recomendo muito!

Venha participar desse projeto e espalhar a literatura brasileira!

Até o próximo conto!



3 comentários:

  1. Você acredita que esta foi a primeira obra que li de Clarice? Sim, eu tenho Felicidade clandestina em casa, só não sei onde foi parar depois da mudança.rsrs
    Fiquei feliz em ver sua resenha, vejo poucas resenhas dos nossos escritores.
    A sua está perfeita. Parabéns!
    bjs

    Simplesmente Ciana

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  2. Que coisa mais liinda essa resenha!! Eu já tive vontade de comprar o livro, mas acabei nao comprando.
    Vendo agora a sua resenha, me deu vontade de voltar lá na loja e comprá-lo. Me apaixonei pela temática da história. <3
    Bjss

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  3. Clarice é tudo de bom!
    Já li esse conto e é um dos meus favoritos.

    bjks

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